segunda-feira, 30 de março de 2009

Ultimato


Não te darei ouvidos, cruel Tanatos
Pois não passas de uma tentação vazia
Não me levarás a lugar algum senão ao meu próprio vácuo
Desse, entretanto, já tenho ciência
E muito bem sei que tal consciência só me reserva dor
Afasta-te de mim, pois hoje estou disposto a amar
Por mais árduo que hoje pareça cada passo nessa direção
Cruzarei este caminho de qualquer forma
E, mais tarde, quando tiveres entrado em equilíbrio com meu universo tortuoso
Desequilibrar-te-ei em tua natureza severa
Com meus suspiros e gemidos de prazer

2 comentários:

Ana Carolina disse...

eu queria saber escrever assim. vc é conciso. sabe expressar as ideias com clareza e simplicidade. vai direto ao ponto. que inspiraçao pra mim. parabéns, antonio.

Antônio Moura disse...

Que comentário mais generoso, Ana. Muito obrigado. De coração. Já tive oportunidade de elogiar seu trabalho antes. Saber que sirvo de inspiração para VOCÊ é uma doce surpresa. Beijo grande.