domingo, 23 de novembro de 2008

Não perco nenhum episódio desta série

Toda Quinta, às 22:00 no FX.



Intrigante. Aborrecedora. Chocante.

sábado, 22 de novembro de 2008

E lá se vai mais um espelho!

Curioso como nossos amigos tornam-se proprietários de partes muito nossas, de nosso eu, nossa alma. No curso de nossas histórias juntos, acabamos confiando-lhes a posse do que somos (quase) sem filtros. Isso fica muito claro sobretudo quando eles se vão.
Esta semana ao me despedir de um grande amigo que está se mudando para a Austrália com a esposa e dois filhos, senti um vazio, um incômodo, sei lá. Ao analisar o sentimento, me peguei pensando em tudo que compartilhei com o cara e conclui, de alguma forma, que ele está levando consigo uma definição do que sou.
Talvez então seja isso! Nossos amigos nos definem . Todas as vezes que nos encontramos, olhamo-nos e trocamos idéias, renovamo-nos, numa relação especular onde eles precisam de nosso olhar e nós, o deles. Estamos ali, lembrando-nos mutuamente de quem somos; lembrando-nos dos compromissos que assumimos com uma imagem, uma persona, uma estampa, uma fachada, um grupo.
Meu grupo está menor hoje. Ainda que o conceito de mim que o Junior está levando para o outro lado do mundo não morra, ainda assim esse conceito não vai mais corroborar quem sou, pois o espelho estará distante demais para que eu veja meu reflexo.
Abração, amigo! Boa sorte nesta nova empreitada!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Eus

Tento me reinventar a cada dia. Re-significo o que posso. Inverto-me. Retorno e revisito. Revejo e corrijo. Mudo as cores. Preciso do novo.
Preciso, entretanto, retornar à gênesis, à essência, ao ponto inicial. Não consigo abandonar os alicerces para construir um novo barraco em outro terreno. Causa-me pavor tal possibilidade.
Raspo, tiro, ponho lá, coloco de volta no lugar, deixo crescer de novo. Aqui dentro, tento conviver com tantos eus brigando entre si, gritando para sair. Mas não consigo liberar todos de uma só vez. Tem de ser aos poucos. Cada um em seu tempo que já não sei se é preciso, exato, acurado.
Durmo com um tom e acordo com outro. Um caminho a cada fase. Uma trilha de fundo em cada período.
Em meio a este caos de tantos eus, nessa orgia de almas por vezes excludentes entre si, tento tocar pra frente, inclinando-me aqui, deitando-me ali, sentando-me acolá, penetrando-me sabe Deus onde.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mandy

Billy

Esquizofrênico


Não sei como esse troço começou. Só sei que chegou e nem bateu na porta. Entrou e acomodou-se em um canto escuro da sala, onde havia muito tempo que eu não passava a vassoura.
O monstro instalou-se ali e recusa-se a abandonar o conforto. Afasta-se do canto apenas à noite, depois que apago as luzes. O desgraçado arrasta-se até meu quarto, escala a cama e invade-me a cabeça, povoando-a com confusão, dúvidas, bagunça. Seu plano argiloso é para mim uma incógnita. Aliás, como poderia ser outra coisa para uma cabeça tão confusa?
Às vezes acho que meu inconsciente criou essa coisa podre para me afastar da reflexão. A preguiça ocupou o espaço da curiosidade. Só de pensar em pensar, sinto vontade de dormir.
Temo a possibilidade de incorporar esse monstro à minha rotina. Não quero que fique em minha vida por muito tempo.
Acho melhor varrer a casa.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Noite


Venha e irradie sobre mim toda essa energia.
Inebrie-me com sua alegria, seu entusiasmo.
Empreste-me seu sexo por algumas horas.
Deixe-me desfrutar de todas essas delícias que você me proporciona.
Permita-me sugar-lhe até a alma.
Quero que sua boca me prove, me chupe e sinta o calor que você trás à minha vida.
Deixe as amarras no chão, antes de pular na cama.
Mostre-me esse lindo corpo nu para que eu pule sobre ele.
Mostre-me esse lindo rosto enquanto procuro meu lugar dentro de você.
Deixe-me afogar sua pele macia em meu suor quente.
Deixe-me penetrar-lhe os ouvidos com minha respiração ofegante.
Quero ouvir, como tantas outras vezes, seus gemidos doces, pedindo mais.
Dando-me mais. Encantando-me mais.
Esprema-se contra mim e contraia os músculos enquanto contraio-me sobre você, inundando-lhe com amor, tesão. Não me abandone nestes três segundos de morte. Quero renascer com você nos braços.

sábado, 8 de novembro de 2008

Vi num pára-choque


“Capriche na gentileza e na simpatia, pois todos com quem você se esbarra, sem exceção, estão travando suas próprias batalhas”.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Registros


Ah, cheiro bom esse que seu corpo exala e penetra-me as narinas, abre caminho pelo meu córtex, chega ao meu sistema límbico e lembra-me que preciso disso para respirar melhor!
Esse seu cheiro... conjunção de aromas que deixa-me teso na cama ao seu lado e invade meu sono, produzindo-me estados oníricos sexualmente indescritíveis...
Cheiro gostoso que já me ensinou a articular o que exala de seus poros com o que desliza de sua língua, mostrando-me seu intelecto extremamente estimulante.
Mal consigo trocar os lençóis... temo não ter você essa noite e dormir sem a memória de sua presença, no seu lado da cama...
A vontade que tenho é de espremer você e engarrafar o que sair... Entretanto, eu logo me lembro de que em alguma parte de mim, talvez na alma, seu cheiro já está registrado. Assim como tantas outras marcas suas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Amor e Pastilha de Hortelã


E ela conseguiu o que queria: conquistou aquele coração temeroso, de um sujeito traumatizado, ainda sangrando com as mágoas da relação anterior.
O brilho em seus olhos, seus gestos carinhosos, sua alegria, seu entusiasmo: tudo aquilo formava um conjunto extremamente cativante e envolvente. Tudo de que ele precisava.
Mais cedo do que ele esperava, entretanto, ela envolveu-se profundamente com o trabalho. Seus olhos não mais brilhavam como antes. Seus gestos carinhosos passaram a seguir uma espécie de protocolo amoroso, como se descritos em um manual. Sua alegria, ah, sua alegria... transformou-se em queixa. Nada mais prestava. Sua única fonte de entusiasmo parecia ser agora o trabalho.
Ele sorria silenciosamente. Chorava, às vezes. Era mais uma reprise do filme. Mais uma que não sabia o porquê de estar envolvida em uma relação. Como tantas outras, ela temia apenas ficar só. No entanto, não conseguia determinar o que realmente importava em sua vida. Ou talvez até ela já soubesse que nada mais além do seu trabalho importava tanto.
Continua envolvida em um caso amoroso ardente com as pastas, os documentos, os memorandos, as palestras, a fofoca corporativa.
Ele, por sua vez, sabe que é só uma questão de tempo. Logo ela descobrirá que as pastas, os documentos, os memorandos, as palestras e as fofocas não estarão em lugar nenhum quando sua juventude tiver se esvaído. Nenhum daqueles companheiros estará ao seu lado para relembrá-la de como era quando mais jovem.
Talvez ela olhe para trás e sinta vontade de voltar no tempo e voltar para casa mais cedo, quando ele só queria tê-la nos braços, acariciar-lhe o rosto, fazer amor.
Ou talvez ela consiga conquistar outro que se encante pelos seus olhos brilhantes, seus gestos carinhosos, seu entusiasmo... Mas isso já não mais pertence a ele.
O sujeito abre uma pastilha de hortelã e toca pra frente.

sábado, 1 de novembro de 2008

Flatulência Oral


Na academia, semana passada:

Instrutor: “Qual o seu objetivo?”
Flatulente:“Ah, acho que quero mesmo é atrofiar tudo”

Por pouco não larguei o halter sobre meu pé.


No metrô, sexta-feira:

“Não, cara! A Sandy & Junior é filha do Chitaõzinho e Chororó”

Não agüentei. Tive que mudar de vagão pra não rir ali.

O Vôo do Morcego


As luzes se apagaram. As câmeras, idem. E Batman se foi... Cansou-se daquela caverna batida. Conseguiu ajuda do Recruta Zero, que noite sim, noite não dava um role em sua toca, onde transformava-se em Mulher Gato e dava-lhe muito mais que entretenimento. Acredita-se que os dois se reencontrarão para matar a saudade.
Gotham City está mais vulnerável com esse retorno... E agora? Quem poderá nos defender? Resta-nos recorrer ao Chapolin Colorado.