terça-feira, 31 de março de 2009

Assista até o final hihihihi

Veja antes que danifiquem o disco









Havia muito tempo que eu não pensava na palavra REBU até que assisti ao irreverente Queime Depois De Ler. Não sei se é a melhor comédia do ano, como afirma o The Sun, até mesmo porque vejo muito mais filmes de suspense e aventura do que comédias. Só sei que QDDL é de tirar o fôlego.
O talentoso Brad Pitt está pra lá de convincente em seu papel de cabeça oca. George Clooney faz qualquer um gargalhar com seu personagem paranoico. Tecer qualquer elogio ao Malkovich é redundante. Sempre brilhante. Foi bom rever o Richard Jenkins, sempre natural em suas interpretações.
Acho que verei o filme novamente no sábado. Vale a pena. Afinal, Joel e Ethan Coen sempre recheiam seus trabalhos com detalhes... com certeza perdi vários.
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XXXXXXXXXX XXXXMinha avaliação:


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segunda-feira, 30 de março de 2009

Já era um astro. Só faltava subir.


“Se a música está presente apenas para destacar uma cena de ação ou de amor, ela não é realmente interessante. É como colocar açúcar demais num bolo.”
Maurice Jarre *1925 – ¥2009

Ultimato


Não te darei ouvidos, cruel Tanatos
Pois não passas de uma tentação vazia
Não me levarás a lugar algum senão ao meu próprio vácuo
Desse, entretanto, já tenho ciência
E muito bem sei que tal consciência só me reserva dor
Afasta-te de mim, pois hoje estou disposto a amar
Por mais árduo que hoje pareça cada passo nessa direção
Cruzarei este caminho de qualquer forma
E, mais tarde, quando tiveres entrado em equilíbrio com meu universo tortuoso
Desequilibrar-te-ei em tua natureza severa
Com meus suspiros e gemidos de prazer

sábado, 28 de março de 2009

Chuck it all up!


Ah, tá!


Com o Tata Nano, agora sim aprendo a dirigir!

Ah, O Pudê!


Sábado chuvoso no Rio de Janeiro: coisa mais cretina que existe. A chuva não reduz o calor, as ruas alagam – de uns tempos para cá virou moda: chuviscou, as ruas viram represas -, o carioca, que já não tem o menor senso de direção e ordem em dias de sol, torna o fluxo de pedestres ainda mais caótico e ridículo quando chove... Dá uma tristeza dos diabos.
Entretanto, como sempre existe a luz no fim do túnel, mesmo do Rebouças, com sorte, não falta luz e conseguimos, pelo menos, nos sentar frente ao computador e assistir TV. Perái... Não, não, não foi isso que eu quis dizer... ou será que foi? Ah, acho que foi sim. É que esse negócio de TV ficou um saco. A expressão “Assistir TV” virou um mero hábito lingüístico. Porra, tira esse trema daí, Word! LingUístico.
Creio que tudo tenha começado com o advento do Walkman. De repente, cada um passou a escutar o que queria – sozinho. Não me esqueço da época em que eu ficava grudado ao rádio esperando que tocassem aquela música que estava naquele álbum que eu não tinha grana pra comprar. Os consoles de videogame foram parar na mão do jogador. Surgiram os gameboys da vida, onde ninguém além do jogador precisava ver o que estava na tela. Eu tinha um daqueles consoles CCE – abençoada CCE que incluiu a pobretada como eu ao mundo dos games. O ATARI era um sonho mais distante naquela época do que o PS3 hoje. Eu era viciado no SeaQuest, mas tinha que jogar ali, na televisão que não servia apenas para jogar-se videogame. E o JN? E a novela das seis? Aliás que, depois das 18:00, as novelas dominavam o campo mental de todos na casa. E iam até depois das 22:00. Quem já passou dos 35 lembra que havia novelas das dez. Mas, voltando aos games. Quando peguei em um videogame de mão, me apaixonei. Ali não tinha novela que interrompesse o filho da puta que estivesse no nível 22 do jogo, numa época em que cartão de memória era fichamento para estudar pra prova ou um “lembrete” num pedaço minúsculo de papel que colocávamos entre as pernas durante as provas.
Vieram os livros da série Enrola e Desenrola (acho que era esse o nome), em que dava-se ao leitor o direito de decidir o desfecho das histórias. Já em 1980 vendiam-se discos compactos com aulas de ginástica gravadas para que o cara malhasse em casa à hora que bem entendesse. Um deles começava com um cara exclamando: “Fazer ginástica é ótimo!”. Obviamente o compacto ia parar na PQP e ninguém malhava PN, até mesmo porque naquela época não era imprescindível ter um tanquinho. Só na área de serviço mesmo. Só que mesmo assim, o cara tinha o poder de comprar o material e decidir não malhar PN.
Surgiu a MTV – antiga Music Television, atual Mooo Television (sua programação hoje é tão chata como um bando de vacas mugindo). Conheço uma garota (ih, rapá, de garota ela já não tem mais nada *risos*) que colocava uma fita de VHS no videocassete, programava para gravar em EP e deixava rolando a noite toda. No dia seguinte, assistia aos clipes como bem quisesse, retrocedendo, avançando, pulando, repetindo... Esse foi o ancestral mais próximo do YouTube. E chegamos onde eu queria. Estamos assistindo cada vez menos TV.
Hoje eu me sento ao computador e baixo aquele episódio de LOST ou de HOUSE sem precisar esperar semana que vem. Vou ao YouTube e assisto ao que quiser. Sou responsável por minha própria programação. A fim de rir? Sem problema. Posso assistir agorinha mesmo aos vários “MEDA” do Pânico. É que enquanto o Pânico estava no ar, naquela noite de domingo, eu estava saindo do ar, lá em Santa Teresa, já no terceiro copo duplo de caipirinha. Aventura? Drama? Romance? Porrada? Cara, tem de tudo no YouTube.
Temos hoje o que sempre sonhamos: poder de decisão. Não há Payperview que se iguale ao poder que o YouTube nos concede. E é muito gostoso. É muito bom escolher. Tudo. Já se foi a época em que se ouvia falar da briga entre Faustão e Gugu por audiência. Que se danem os dois! Já se foi a época em que esperava-se uma semana para saber o que aconteceria naquela série. Foda-se! Eu tenho Emule. Para nos puxar de volta ao sofá agora vão ter que inventar algo muito forte. Porque somos poderosos!
Pena que ainda não temos o poder sobre o tempo. Mas tudo bem se chover. Só não pode faltar luz!

terça-feira, 24 de março de 2009

:-(

Queria tanto chorar e não consigo. Estou travado. O nó na garganta incomoda, mas as lágrimas não saem. Onde estão as cápsulas de desaparecimento? Como faço para chegar ao zero absoluto? Como procedo para interromper as sinapses?
... como é bom escrever... as lágrimas acabam de dar sinal.

segunda-feira, 23 de março de 2009

¨

"Em tempos de reforma ortográfica, nunca trema em cima da linguiça!"

sábado, 21 de março de 2009

O Milagre do Sábado

Miracle


Clouds drift away
when they see you
Rain wouldn't dare
to fall near youhere
Miracles happen
when you're around
Somehow the grass is muchgreener
Rivers flow faster and cleaner
Being with you
no matterwhere
sunlight breaks through
and suddenly there's
A bluersky
whenever you're around
You always bring
a bluer sky
a brighterday
Thunder is silent before you
Roses bloom more to adore youtoo
Miracles happen
when you're around
The sunset is deeper andlonger
The scent of the jasmine is stronger
Stray dogs don'tbite
Birds start to sing
Lightening daren't strike
You suddenlybring
A bluer sky
whenever you're around
You always bring
abluer sky
a brighter day
Birds fly
even higher in the sky
Sunshines
It's a new day

PSB

Oh, it's soooooooo much better when you're around!!!!

Uma do Cory


"If you live like you're dying, then you're already dead"


Cory Williams aka Mr.Safety

Meio


Ah, deixa pra lá! Vá vivendo. Vá andando. Pra frente. Aproveita esta emoção que faz o sangue ferver, corando o rosto, inchando o balão – alegria de criança.
Não deixe de pagar as contas, mas solte pipa.
Não pare de trabalhar, mas não deixe o bate-bola para depois.
Declare o IR, mas escale o morro e explore a caverna.
Só não vai se esquecer de escovar os dentes nem de lavas as mãos!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Nossas estrelas comerciais entram agora...


E não é que o Clodovil se foi mesmo? Vai deixar saudade. Será que virou purpurina ou raio laser? Claro que sempre que se fala em Clodovil, a primeira coisa que se pensa é em seu jeito pra lá de bichoso, que fez uma marca. Entretanto, mais do que bichoso, Clodovil era um sujeito muito bem articulado. Sua eloqüência era admirável.
Culto, inteligente, Clodovil era o dono da palavra. Seu jeito por vezes arrogante não conseguia esconder uma certa ternura em seu olhar.
Deixou uma lacuna em nossa TV. Isso porque Clodovil era singular. Nunca precisou pegar carona em onda nenhuma. Era dono de seu próprio estilo.
Imagino sua chegada no céu, onde São Pedro lhe pedirá para olhar para a lente da verdade e responder a algumas perguntas.... Ih! Esse papo vai durar horas! Aposto como o estilista vai acabar tomando o lugar do Santo na portaria. Só que ele se recusará a ser porteiro. “Magiiiiiinaa!!!” Clodovil será MC celestial. Poderoso!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Igualzinho ao paraíso


Sabe aquela banda que move, comove, emociona, arrepia, lança moda e estabelece uma linguagem? Claro que estou falando do The Cure. Claro que há muito de memória afetiva aqui, pois eu era adolescente e eles me ofereceram aquilo de que eu precisava tanto na época. Mas o fato é que os caras acabam de ser considerados “Godlike Geniuses” pelo New Musical Express, o que acho muitíssimo justo.
Poucos marmanjos não sofreram pelo menos um pouquinho da influência do Robert Smith. Estou feliz pelo reconhecimento merecido.



segunda-feira, 16 de março de 2009

17 de março


Watchmen




Watchmen: go watch it, but make sure your lover tags along so you have something to do besides savoring the flick score.

Danou-se


E a coisa se agrava. Vai ficando mais séria. Mais gostosa. Mais aterrorizante. Medo de me ferrar. Medo de ferrar. Medo. Meu Deus. Dê-me juízo. Justamente agora que eu chegara a um estrada reta. De onde surgiu a curva? Onde eu estava com a cabeça que não a vi se aproximando? Não dá pra correr. Muito tarde pra fugir. Dois passos para trás e caio no buraco de que me desviei. E agora? O buraco ou a curva?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mergulho

Como posso desejar a invisibilidade quando quero sentir o calor do seu olhar?
Como ser invisível sem deixar tudo para trás quando minha alma quer saber o que vem pela frente?
Queria dizer que paralisei, mas continuo indo... mergulhando... nadando... tentando tomar fôlego... inundado neste lago de gerúndios, pingando as gotas deste processo.
Que processo lindo que acelera-me os pensamentos, o metabolismo...
Quero TCK TCK TCK



quinta-feira, 12 de março de 2009

12 de Março de 1999

Há exatamente dez anos te conheci. A gente já tinha se visto no metrô outras vezes, mas no dia 12 de março de 1999 foi foda! Não deu pra segurar... Você tocou e ficou na minha alma, assim como todas que já amei. Descobri essa canção com você, que tinha o CD. Espero que você esteja bem, com saúde e feliz!



quarta-feira, 11 de março de 2009

Garota Imaginária no Espaço

Pintura digital do jovem artista plástico e músico israelense Williams Shamir. Maneiríssimo!


terça-feira, 10 de março de 2009

Kit Contra Ressaca


Começo a lutar contra a ressaca muito antes de sair de casa para beber. Preparo o estômago com um bom shake de proteína, desses que têm 30 gramas de proteína por porção.
Durante a brincadeira, intercalo as caipirinhas com água e Coca-cola para reduzir a desidratação.
Ao voltar para casa, tomo mais um shake de proteína – que já deixo preparado na geladeira, antes de sair.
Tomara que a ANVISA não proíba a venda do shake...

Tá falhando, cara!!!!


Oi? Pois é... Quem diria...

Eu sei... eu sei... Mas fazer o quê? Acontece, cara.

Meu velho dizia: o poder é uma ilusão. Quem tem controle sobre o quê?

Você? Conta outra! Tá difícil de acreditar.... sim, até acredito na sua boa intenção, mas é ruim de você controlar alguma coisa, hein! É tudo muito imponderável, cara.

O quê? Sério? Quem te iludiu? Ah, com o tempo você aprende. Aprende...

Não duvide disso.

Tranqüilo. Tô na boa. Não me incomodo.

Eu também já julguei muito.

Critiquei.

Condenei.

... Ah, não sei. Continuo aprendendo.

Valeu!

Vamos deixar para continuar esse papo depois.

E o Ronaldo hein, cara?

Fenômeno!

E que dentista fenomenal o dele, não acha não?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Eu Não Sou Cachorro, Não!


Adoro cachorros. Refiro-me aos seres da espécie Canis lupus familiaris. Entretanto, não tolero a idéia de levar cães para passear em shoppings ou para barzinhos. Que me perdoem os adoradores do Marvin e Eu e dos outros livros oportunistas que aproveitaram a mesma onda, mas cães são cães e não se fala mais nisso.
E tem mais uma coisa: o cão é seu, você que tolere seus latidos estridentes. Ninguém vai a um barzinho à noite desejando ouvir um cachorro desesperadamente latindo, na esperança de chamar a atenção do dono entretido com os amigos ou de outros cães que passam pela rua. É como impor um carma coletivo. Ninguém merece!
Quero saber se este mesmo dono leva o animal para o motel também. Ou, quem sabe, para a consulta com o ginecologista. Ou, ainda, ao banco onde está tentando conseguir um empréstimo.
Vamos lá, pessoal!!! Dá um tempo!!! É muita arrogância achar que está tudo bem deixar o cão latindo, incomodando aqueles que querem simplesmente beber ou fazer compras em paz.... Aqui vai uma sugestão: caso sua história de amor com o peludo configure uma relação simbiótica a ponto de você não conseguir se desgrudar do bicho por um segundo, adote uma focinheira ao integrá-lo a programas naturalmente projetados para seres humanos – peludos ou não.
Quanto maior sua dificuldade em compreender este conceito, maior a minha de decidir quem merece as grades do canil.

sábado, 7 de março de 2009

Pensamento do Dia

Estuprador que se preze é batizado, crismado e fez primeira comunhão. Amém.

Plante que dá


♥♥♥ Plantei um pé de foda-se.♥♥♥

Pro cacete!


Ah, cansei de profundidade. A complexidade encheu meu saco. Maquiagem barata para um completo niilismo de que tentamos apavoradamente fugir.
Hoje acordei desejando a simplicidade. A simplicidade das coisas, dos movimentos, das intenções. A simplicidade que me dá coragem para encarar quem realmente sou: porra nenhuma.
Minhas células estão cada vez mais simples. Mais escassas. Menos oxigenadas. Réquiem para as mitocôndrias.
Estou cagando para o elaborado, o erudito e seu eterno ziguezague que apenas traça um caminho pelas areias do meu cérebro deserto.
Hoje eu sou só coração. Quero beijar. Quero trepar. Beber. Dançar. Ver a noite só e simplesmente só pelo brilho das estrelas no céu escuro e pela promessa de descanso que se faz presente desde o entardecer.
Desejo o espanto frente a tudo. Ser parte da tribo que nunca viu uma garrafa de Coca-cola.
Quero parar de lutar para ser algo que nunca fui e jamais serei. Viva a minha ignorância! Viva minha compreensão limitada do universo! Viva a ingenuidade. Foda-se o resto.

Hehehehehehe.....

sexta-feira, 6 de março de 2009

Paixão




A coisa mais óbvia do universo: descrever todo o processo pelo qual passamos quando estamos apaixonados. Só que cada um tem seu próprio óbvio para descrever. Difícil entender essa porra? Pois é... coisas de quem está apaixonado. Quando eu me apaixono, perco a coerência. Coerência não combina com um coração bobo que dispara a cada seis minutos (Ih, viu só? Eu podia ter dito cinco, ou quem sabe dez. Não é tão óbvio assim, afinal de contas) quando o olhar dela surge na mente, assim do nada. E por falar em olhar, este sim tem tudo a ver com a paixão. O olhar é o grande desencadeador de todo esse processo. Pense bem na maneira como descrevemos nossas paixões. “Quando botei os olhos nela...” “Eu me perdi naquele olhar” “Quando a luz dos olhos teus...” “Seu olhar é tudo para mim” e por aí vai.
Acho que somos incuráveis viciados do olhar alheio. Talvez seja ele quem nos remeta àquele primeiro olhar que nos indicou que existimos... ah, nem preciso entrar em psicanálise aqui. Você me entendeu bem. A menos que nunca tenha se apaixonado, o que acho improvável.
Ridículo? Faça-me o favor. Pra início de conversa, aqui em casa só entra um arquivo MP3 da Bethânia se um hacker mandar pra minha máquina. CD então, só se alguém esquecer em algum canto. Acho que não há nada ridículo com relação à paixão. Ridícula é a maneira com que às vezes elaboramos as paixões não correspondidas. Foda-se também. Deixe que o Blunt cante e conte esses casos.
Estar apaixonado envolve sonhar com ela e acordar pensando nela. Dá uma coceira, sei lá. É provável que a gente fique intrigado tentando descobrir como esse olhar nos prendeu. Obviamente é tudo muito egocêntrico. Acho que desejamos mesmo é conhecer um pouco mais de nós mesmos, tipo, entender o que ela viu na gente, de que parte de nós ela agora tem posse.
Estar perdidamente apaixonado é encontrar-se continuamente tentando encontrar. A si. O encontro do que pensamos que nos falta. Ah, a merda dessa falta eterna...
Já vivi paixões de naturezas distintas. Paixões por osmose, na qual ela se fez tão presente e mostrou-se tão apaixonada que resolvi me apaixonar.. não teve jeito. Paixões do tipo “Caralho, de onde você surgiu, criatura do céu?” em que meu olhar (ele mesmo, o danado!) esbarrou com o dela e boom! Paixão fulminante por uma criatura que nunca vi mais magra. Quase sempre essas começaram no metrô. Sabe por quê? Porque convenhamos, no metrô só dá pra fazer o seguinte: ou o cara finge que está dormindo ou dorme de verdade, ou finge que está lendo ou lê de verdade ou então olha para as pessoas. Aí ferrou. Mas, continuando. Paixões do tipo “Caralho, onde que eu estava com a cabeça esse tempo topo que não te vi assim?”. Preciso explicar? Paixões literárias, em que eu me apaixonei pelo que ela escrevia e por suas idéias, que me fizeram calar e ouvir... essas então, são foda, pois mexem com as duas cabeças. Paixões do tipo “Quero te por no colo A-GO-RA!” em que ela despertou meus instintos de pai... ah, pai não, senão vou ter que admitir meus instintos incestuosos... digamos... mantenedor. Nesses casos ela geralmente tinha um olhar pidão, de quem precisava de cuidados....
É bom estar apaixonado. Oxigena o sangue. Aumenta a disposição. O problema é que de vez em quando a vontade de trabalhar vai pras picas. Ah, sim, e volta e meia me deixa com a boca suja... Não sei explicar essa porra. Mas também, se eu tentar explicar tudo, o prazo de validade acaba se reduzindo. Quero me manter apaixonado mais um pouco. Agora me dê licença, pois preciso dar mais uma olhada nas fotos dela.

James: Blunt ou Blue?


Outro dia vi casais dançando coladinhos ao som de “Carry You Home” e fiquei sem entender nada. Para quem faz das canções do James Blunt trilha sonora de seus romances, sem compreender as letras, aí vai uma reflexão: no dia em que esse cara começar a tomar anti-depressivos, ele pára de produzir.
E, devo admitir, todas as músicas dele são extremamente melodiosas, gostosas de se ouvir. Gosto de todas e me odeio por isso hehehehehehe. É quando tento me ausentar das letras. É o único jeito de me odiar menos.
Cara, é um tal de se apaixonar por musas inalcançáveis, crianças morrendo, afff.... Faz muito tempo que eu não choro, mas outro dia meus olhos chegaram a umedecer quando ouvi “If she had wings she would fly away”... Putz... É de cortar os pulsos, ou os punhos, como me corrigiria o Roberto, professor de educação física e, pelo visto, especialista em anatomia. Mas essa é outra história para um outro post.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Paixão é Foda


I can't sleep in silence
can't be pitch black in my room
I need some lights on, some distraction
so I won't move

And in the middle of the night when I have
drifted off in sleep
I see a thousand cherry tulips lined up
along my street

I want the sea
I want the whole sea
(and endless cherries)
for you and me
(for crimson colors)
for you and me
(all just for you and me)