sexta-feira, 3 de abril de 2009

PQP! GDSF!


Será que tentaram roubar-lhe o hífen também, Sexta-feira?
Será que nem você escaparia? Será que nem você escapou?
O Tufano afirma que há controvérsias.
Eu afirmo que com ou sem esse pau no meio
Eu amo você
Com ou sem caipirinha
Eu amo você
Com ou sem aquela trepadinha
Eu amo você
É que você já é um símbolo
Símbolo de tudo que há de bom e relaxante
Você nos remete ao fato de que existe vida
Além dessa realidade suspensa e paralela do trabalho
Podem até lhe roubar o hífen
Mas não há reforma que consiga roubar-lhe o espírito
Esse espírito de gozo, de bagunça, de eterno carnaval
Porque sempre foi e nunca deixará de ser nossa querida sexta-feira!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Deusa do Vácuo


E ela que “se achava”, perdeu-se na escuridão da mediocridade de sua própria vaidade.
Tentou retornar, mas descobriu que não havia lugar.
Para onde retornaria? Para onde estavam aqueles de quem zombara um dia?
De mais nada adiantaria sua retórica, sua fala articulada.
Suas palavras, já antes vazias, deixaram-lhe na mão, recusando-se a sair de sua boca.
Não creio, entretanto, que ela desista. Para ela sempre haverá uma possibilidade.
Enquanto a juventude não lhe abandonar, ela continuará a se reiventar.
E não lhe faltarão novatos, que jamais lhe viram antes, para acolhê-la
Até o dia que virarem-lhe a cara e desejarem vê-la morta
E poucos a velarão ou sequer uma vela acenderão
Sua alma solitária terá de cruzar um longo caminho árido de orações
E, talvez arrependida, ela acorde do pesadelo e deixe no chão o fardo
O peso do autoengano que a cegou por tantos anos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

1/4/09


Queria muito que me contassem uma boa mentira hoje.
Queria ouvir que não preciso mais me preocupar com nada.
Que toda minha confusão mental não passou de um pesadelo
Quem sabe, até, uma piada de mau gosto.
Queria que alguém me dissesse que meu pai não morreu e
Que ele está me esperando no bar pra gente tomar umas e papear.
Queria que a Fátima Bernardes brincasse, noticiando a cura do câncer e da Aids
Quem dera que ela ainda noticiasse a cura para a falta de vergonha na cara
Queria que em vez de vídeos de cabeça para baixo, o YouTube mostrasse o vídeo de
Quem me vendeu aquela porra de telefone, pedindo desculpas por me enganar.
Queria que algum filho de Deus – ou do cão – me dissesse
Que posso beber todas, fumar de tudo e comer
Qualquer merda sem ter de me preocupar com a possibilidade de perder a forma.
Que forma deliciosa de se viver, seria!
Que todos tenham um ótimo primeiro de abril.


terça-feira, 31 de março de 2009

Assista até o final hihihihi

Veja antes que danifiquem o disco









Havia muito tempo que eu não pensava na palavra REBU até que assisti ao irreverente Queime Depois De Ler. Não sei se é a melhor comédia do ano, como afirma o The Sun, até mesmo porque vejo muito mais filmes de suspense e aventura do que comédias. Só sei que QDDL é de tirar o fôlego.
O talentoso Brad Pitt está pra lá de convincente em seu papel de cabeça oca. George Clooney faz qualquer um gargalhar com seu personagem paranoico. Tecer qualquer elogio ao Malkovich é redundante. Sempre brilhante. Foi bom rever o Richard Jenkins, sempre natural em suas interpretações.
Acho que verei o filme novamente no sábado. Vale a pena. Afinal, Joel e Ethan Coen sempre recheiam seus trabalhos com detalhes... com certeza perdi vários.
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XXXXXXXXXX XXXXMinha avaliação:


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segunda-feira, 30 de março de 2009

Já era um astro. Só faltava subir.


“Se a música está presente apenas para destacar uma cena de ação ou de amor, ela não é realmente interessante. É como colocar açúcar demais num bolo.”
Maurice Jarre *1925 – ¥2009

Ultimato


Não te darei ouvidos, cruel Tanatos
Pois não passas de uma tentação vazia
Não me levarás a lugar algum senão ao meu próprio vácuo
Desse, entretanto, já tenho ciência
E muito bem sei que tal consciência só me reserva dor
Afasta-te de mim, pois hoje estou disposto a amar
Por mais árduo que hoje pareça cada passo nessa direção
Cruzarei este caminho de qualquer forma
E, mais tarde, quando tiveres entrado em equilíbrio com meu universo tortuoso
Desequilibrar-te-ei em tua natureza severa
Com meus suspiros e gemidos de prazer

sábado, 28 de março de 2009

Chuck it all up!


Ah, tá!


Com o Tata Nano, agora sim aprendo a dirigir!

Ah, O Pudê!


Sábado chuvoso no Rio de Janeiro: coisa mais cretina que existe. A chuva não reduz o calor, as ruas alagam – de uns tempos para cá virou moda: chuviscou, as ruas viram represas -, o carioca, que já não tem o menor senso de direção e ordem em dias de sol, torna o fluxo de pedestres ainda mais caótico e ridículo quando chove... Dá uma tristeza dos diabos.
Entretanto, como sempre existe a luz no fim do túnel, mesmo do Rebouças, com sorte, não falta luz e conseguimos, pelo menos, nos sentar frente ao computador e assistir TV. Perái... Não, não, não foi isso que eu quis dizer... ou será que foi? Ah, acho que foi sim. É que esse negócio de TV ficou um saco. A expressão “Assistir TV” virou um mero hábito lingüístico. Porra, tira esse trema daí, Word! LingUístico.
Creio que tudo tenha começado com o advento do Walkman. De repente, cada um passou a escutar o que queria – sozinho. Não me esqueço da época em que eu ficava grudado ao rádio esperando que tocassem aquela música que estava naquele álbum que eu não tinha grana pra comprar. Os consoles de videogame foram parar na mão do jogador. Surgiram os gameboys da vida, onde ninguém além do jogador precisava ver o que estava na tela. Eu tinha um daqueles consoles CCE – abençoada CCE que incluiu a pobretada como eu ao mundo dos games. O ATARI era um sonho mais distante naquela época do que o PS3 hoje. Eu era viciado no SeaQuest, mas tinha que jogar ali, na televisão que não servia apenas para jogar-se videogame. E o JN? E a novela das seis? Aliás que, depois das 18:00, as novelas dominavam o campo mental de todos na casa. E iam até depois das 22:00. Quem já passou dos 35 lembra que havia novelas das dez. Mas, voltando aos games. Quando peguei em um videogame de mão, me apaixonei. Ali não tinha novela que interrompesse o filho da puta que estivesse no nível 22 do jogo, numa época em que cartão de memória era fichamento para estudar pra prova ou um “lembrete” num pedaço minúsculo de papel que colocávamos entre as pernas durante as provas.
Vieram os livros da série Enrola e Desenrola (acho que era esse o nome), em que dava-se ao leitor o direito de decidir o desfecho das histórias. Já em 1980 vendiam-se discos compactos com aulas de ginástica gravadas para que o cara malhasse em casa à hora que bem entendesse. Um deles começava com um cara exclamando: “Fazer ginástica é ótimo!”. Obviamente o compacto ia parar na PQP e ninguém malhava PN, até mesmo porque naquela época não era imprescindível ter um tanquinho. Só na área de serviço mesmo. Só que mesmo assim, o cara tinha o poder de comprar o material e decidir não malhar PN.
Surgiu a MTV – antiga Music Television, atual Mooo Television (sua programação hoje é tão chata como um bando de vacas mugindo). Conheço uma garota (ih, rapá, de garota ela já não tem mais nada *risos*) que colocava uma fita de VHS no videocassete, programava para gravar em EP e deixava rolando a noite toda. No dia seguinte, assistia aos clipes como bem quisesse, retrocedendo, avançando, pulando, repetindo... Esse foi o ancestral mais próximo do YouTube. E chegamos onde eu queria. Estamos assistindo cada vez menos TV.
Hoje eu me sento ao computador e baixo aquele episódio de LOST ou de HOUSE sem precisar esperar semana que vem. Vou ao YouTube e assisto ao que quiser. Sou responsável por minha própria programação. A fim de rir? Sem problema. Posso assistir agorinha mesmo aos vários “MEDA” do Pânico. É que enquanto o Pânico estava no ar, naquela noite de domingo, eu estava saindo do ar, lá em Santa Teresa, já no terceiro copo duplo de caipirinha. Aventura? Drama? Romance? Porrada? Cara, tem de tudo no YouTube.
Temos hoje o que sempre sonhamos: poder de decisão. Não há Payperview que se iguale ao poder que o YouTube nos concede. E é muito gostoso. É muito bom escolher. Tudo. Já se foi a época em que se ouvia falar da briga entre Faustão e Gugu por audiência. Que se danem os dois! Já se foi a época em que esperava-se uma semana para saber o que aconteceria naquela série. Foda-se! Eu tenho Emule. Para nos puxar de volta ao sofá agora vão ter que inventar algo muito forte. Porque somos poderosos!
Pena que ainda não temos o poder sobre o tempo. Mas tudo bem se chover. Só não pode faltar luz!

terça-feira, 24 de março de 2009

:-(

Queria tanto chorar e não consigo. Estou travado. O nó na garganta incomoda, mas as lágrimas não saem. Onde estão as cápsulas de desaparecimento? Como faço para chegar ao zero absoluto? Como procedo para interromper as sinapses?
... como é bom escrever... as lágrimas acabam de dar sinal.

segunda-feira, 23 de março de 2009

¨

"Em tempos de reforma ortográfica, nunca trema em cima da linguiça!"

sábado, 21 de março de 2009

O Milagre do Sábado

Miracle


Clouds drift away
when they see you
Rain wouldn't dare
to fall near youhere
Miracles happen
when you're around
Somehow the grass is muchgreener
Rivers flow faster and cleaner
Being with you
no matterwhere
sunlight breaks through
and suddenly there's
A bluersky
whenever you're around
You always bring
a bluer sky
a brighterday
Thunder is silent before you
Roses bloom more to adore youtoo
Miracles happen
when you're around
The sunset is deeper andlonger
The scent of the jasmine is stronger
Stray dogs don'tbite
Birds start to sing
Lightening daren't strike
You suddenlybring
A bluer sky
whenever you're around
You always bring
abluer sky
a brighter day
Birds fly
even higher in the sky
Sunshines
It's a new day

PSB

Oh, it's soooooooo much better when you're around!!!!

Uma do Cory


"If you live like you're dying, then you're already dead"


Cory Williams aka Mr.Safety

Meio


Ah, deixa pra lá! Vá vivendo. Vá andando. Pra frente. Aproveita esta emoção que faz o sangue ferver, corando o rosto, inchando o balão – alegria de criança.
Não deixe de pagar as contas, mas solte pipa.
Não pare de trabalhar, mas não deixe o bate-bola para depois.
Declare o IR, mas escale o morro e explore a caverna.
Só não vai se esquecer de escovar os dentes nem de lavas as mãos!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Nossas estrelas comerciais entram agora...


E não é que o Clodovil se foi mesmo? Vai deixar saudade. Será que virou purpurina ou raio laser? Claro que sempre que se fala em Clodovil, a primeira coisa que se pensa é em seu jeito pra lá de bichoso, que fez uma marca. Entretanto, mais do que bichoso, Clodovil era um sujeito muito bem articulado. Sua eloqüência era admirável.
Culto, inteligente, Clodovil era o dono da palavra. Seu jeito por vezes arrogante não conseguia esconder uma certa ternura em seu olhar.
Deixou uma lacuna em nossa TV. Isso porque Clodovil era singular. Nunca precisou pegar carona em onda nenhuma. Era dono de seu próprio estilo.
Imagino sua chegada no céu, onde São Pedro lhe pedirá para olhar para a lente da verdade e responder a algumas perguntas.... Ih! Esse papo vai durar horas! Aposto como o estilista vai acabar tomando o lugar do Santo na portaria. Só que ele se recusará a ser porteiro. “Magiiiiiinaa!!!” Clodovil será MC celestial. Poderoso!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Igualzinho ao paraíso


Sabe aquela banda que move, comove, emociona, arrepia, lança moda e estabelece uma linguagem? Claro que estou falando do The Cure. Claro que há muito de memória afetiva aqui, pois eu era adolescente e eles me ofereceram aquilo de que eu precisava tanto na época. Mas o fato é que os caras acabam de ser considerados “Godlike Geniuses” pelo New Musical Express, o que acho muitíssimo justo.
Poucos marmanjos não sofreram pelo menos um pouquinho da influência do Robert Smith. Estou feliz pelo reconhecimento merecido.