
segunda-feira, 16 de março de 2009
Danou-se

E a coisa se agrava. Vai ficando mais séria. Mais gostosa. Mais aterrorizante. Medo de me ferrar. Medo de ferrar. Medo. Meu Deus. Dê-me juízo. Justamente agora que eu chegara a um estrada reta. De onde surgiu a curva? Onde eu estava com a cabeça que não a vi se aproximando? Não dá pra correr. Muito tarde pra fugir. Dois passos para trás e caio no buraco de que me desviei. E agora? O buraco ou a curva?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Mergulho
Como posso desejar a invisibilidade quando quero sentir o calor do seu olhar?
Como ser invisível sem deixar tudo para trás quando minha alma quer saber o que vem pela frente?
Queria dizer que paralisei, mas continuo indo... mergulhando... nadando... tentando tomar fôlego... inundado neste lago de gerúndios, pingando as gotas deste processo.
Que processo lindo que acelera-me os pensamentos, o metabolismo...
Quero TCK TCK TCK
Como ser invisível sem deixar tudo para trás quando minha alma quer saber o que vem pela frente?
Queria dizer que paralisei, mas continuo indo... mergulhando... nadando... tentando tomar fôlego... inundado neste lago de gerúndios, pingando as gotas deste processo.
Que processo lindo que acelera-me os pensamentos, o metabolismo...
Quero TCK TCK TCK
quinta-feira, 12 de março de 2009
12 de Março de 1999
Há exatamente dez anos te conheci. A gente já tinha se visto no metrô outras vezes, mas no dia 12 de março de 1999 foi foda! Não deu pra segurar... Você tocou e ficou na minha alma, assim como todas que já amei. Descobri essa canção com você, que tinha o CD. Espero que você esteja bem, com saúde e feliz!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Garota Imaginária no Espaço
Pintura digital do jovem artista plástico e músico israelense Williams Shamir. Maneiríssimo!
terça-feira, 10 de março de 2009
Kit Contra Ressaca
Começo a lutar contra a ressaca muito antes de sair de casa para beber. Preparo o estômago com um bom shake de proteína, desses que têm 30 gramas de proteína por porção.
Durante a brincadeira, intercalo as caipirinhas com água e Coca-cola para reduzir a desidratação.
Ao voltar para casa, tomo mais um shake de proteína – que já deixo preparado na geladeira, antes de sair.
Tomara que a ANVISA não proíba a venda do shake...
Durante a brincadeira, intercalo as caipirinhas com água e Coca-cola para reduzir a desidratação.
Ao voltar para casa, tomo mais um shake de proteína – que já deixo preparado na geladeira, antes de sair.
Tomara que a ANVISA não proíba a venda do shake...
Tá falhando, cara!!!!

Oi? Pois é... Quem diria...
Eu sei... eu sei... Mas fazer o quê? Acontece, cara.
Meu velho dizia: o poder é uma ilusão. Quem tem controle sobre o quê?
Você? Conta outra! Tá difícil de acreditar.... sim, até acredito na sua boa intenção, mas é ruim de você controlar alguma coisa, hein! É tudo muito imponderável, cara.
O quê? Sério? Quem te iludiu? Ah, com o tempo você aprende. Aprende...
Não duvide disso.
Tranqüilo. Tô na boa. Não me incomodo.
Eu também já julguei muito.
Critiquei.
Condenei.
... Ah, não sei. Continuo aprendendo.
Valeu!
Vamos deixar para continuar esse papo depois.
E o Ronaldo hein, cara?
Fenômeno!
E que dentista fenomenal o dele, não acha não?
segunda-feira, 9 de março de 2009
Eu Não Sou Cachorro, Não!
Adoro cachorros. Refiro-me aos seres da espécie Canis lupus familiaris. Entretanto, não tolero a idéia de levar cães para passear em shoppings ou para barzinhos. Que me perdoem os adoradores do Marvin e Eu e dos outros livros oportunistas que aproveitaram a mesma onda, mas cães são cães e não se fala mais nisso.
E tem mais uma coisa: o cão é seu, você que tolere seus latidos estridentes. Ninguém vai a um barzinho à noite desejando ouvir um cachorro desesperadamente latindo, na esperança de chamar a atenção do dono entretido com os amigos ou de outros cães que passam pela rua. É como impor um carma coletivo. Ninguém merece!
Quero saber se este mesmo dono leva o animal para o motel também. Ou, quem sabe, para a consulta com o ginecologista. Ou, ainda, ao banco onde está tentando conseguir um empréstimo.
Vamos lá, pessoal!!! Dá um tempo!!! É muita arrogância achar que está tudo bem deixar o cão latindo, incomodando aqueles que querem simplesmente beber ou fazer compras em paz.... Aqui vai uma sugestão: caso sua história de amor com o peludo configure uma relação simbiótica a ponto de você não conseguir se desgrudar do bicho por um segundo, adote uma focinheira ao integrá-lo a programas naturalmente projetados para seres humanos – peludos ou não.
Quanto maior sua dificuldade em compreender este conceito, maior a minha de decidir quem merece as grades do canil.
domingo, 8 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Pro cacete!
Ah, cansei de profundidade. A complexidade encheu meu saco. Maquiagem barata para um completo niilismo de que tentamos apavoradamente fugir.
Hoje acordei desejando a simplicidade. A simplicidade das coisas, dos movimentos, das intenções. A simplicidade que me dá coragem para encarar quem realmente sou: porra nenhuma.
Minhas células estão cada vez mais simples. Mais escassas. Menos oxigenadas. Réquiem para as mitocôndrias.
Estou cagando para o elaborado, o erudito e seu eterno ziguezague que apenas traça um caminho pelas areias do meu cérebro deserto.
Hoje eu sou só coração. Quero beijar. Quero trepar. Beber. Dançar. Ver a noite só e simplesmente só pelo brilho das estrelas no céu escuro e pela promessa de descanso que se faz presente desde o entardecer.
Desejo o espanto frente a tudo. Ser parte da tribo que nunca viu uma garrafa de Coca-cola.
Quero parar de lutar para ser algo que nunca fui e jamais serei. Viva a minha ignorância! Viva minha compreensão limitada do universo! Viva a ingenuidade. Foda-se o resto.
Hoje acordei desejando a simplicidade. A simplicidade das coisas, dos movimentos, das intenções. A simplicidade que me dá coragem para encarar quem realmente sou: porra nenhuma.
Minhas células estão cada vez mais simples. Mais escassas. Menos oxigenadas. Réquiem para as mitocôndrias.
Estou cagando para o elaborado, o erudito e seu eterno ziguezague que apenas traça um caminho pelas areias do meu cérebro deserto.
Hoje eu sou só coração. Quero beijar. Quero trepar. Beber. Dançar. Ver a noite só e simplesmente só pelo brilho das estrelas no céu escuro e pela promessa de descanso que se faz presente desde o entardecer.
Desejo o espanto frente a tudo. Ser parte da tribo que nunca viu uma garrafa de Coca-cola.
Quero parar de lutar para ser algo que nunca fui e jamais serei. Viva a minha ignorância! Viva minha compreensão limitada do universo! Viva a ingenuidade. Foda-se o resto.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Paixão
A coisa mais óbvia do universo: descrever todo o processo pelo qual passamos quando estamos apaixonados. Só que cada um tem seu próprio óbvio para descrever. Difícil entender essa porra? Pois é... coisas de quem está apaixonado. Quando eu me apaixono, perco a coerência. Coerência não combina com um coração bobo que dispara a cada seis minutos (Ih, viu só? Eu podia ter dito cinco, ou quem sabe dez. Não é tão óbvio assim, afinal de contas) quando o olhar dela surge na mente, assim do nada. E por falar em olhar, este sim tem tudo a ver com a paixão. O olhar é o grande desencadeador de todo esse processo. Pense bem na maneira como descrevemos nossas paixões. “Quando botei os olhos nela...” “Eu me perdi naquele olhar” “Quando a luz dos olhos teus...” “Seu olhar é tudo para mim” e por aí vai.
Acho que somos incuráveis viciados do olhar alheio. Talvez seja ele quem nos remeta àquele primeiro olhar que nos indicou que existimos... ah, nem preciso entrar em psicanálise aqui. Você me entendeu bem. A menos que nunca tenha se apaixonado, o que acho improvável.
Ridículo? Faça-me o favor. Pra início de conversa, aqui em casa só entra um arquivo MP3 da Bethânia se um hacker mandar pra minha máquina. CD então, só se alguém esquecer em algum canto. Acho que não há nada ridículo com relação à paixão. Ridícula é a maneira com que às vezes elaboramos as paixões não correspondidas. Foda-se também. Deixe que o Blunt cante e conte esses casos.
Estar apaixonado envolve sonhar com ela e acordar pensando nela. Dá uma coceira, sei lá. É provável que a gente fique intrigado tentando descobrir como esse olhar nos prendeu. Obviamente é tudo muito egocêntrico. Acho que desejamos mesmo é conhecer um pouco mais de nós mesmos, tipo, entender o que ela viu na gente, de que parte de nós ela agora tem posse.
Estar perdidamente apaixonado é encontrar-se continuamente tentando encontrar. A si. O encontro do que pensamos que nos falta. Ah, a merda dessa falta eterna...
Já vivi paixões de naturezas distintas. Paixões por osmose, na qual ela se fez tão presente e mostrou-se tão apaixonada que resolvi me apaixonar.. não teve jeito. Paixões do tipo “Caralho, de onde você surgiu, criatura do céu?” em que meu olhar (ele mesmo, o danado!) esbarrou com o dela e boom! Paixão fulminante por uma criatura que nunca vi mais magra. Quase sempre essas começaram no metrô. Sabe por quê? Porque convenhamos, no metrô só dá pra fazer o seguinte: ou o cara finge que está dormindo ou dorme de verdade, ou finge que está lendo ou lê de verdade ou então olha para as pessoas. Aí ferrou. Mas, continuando. Paixões do tipo “Caralho, onde que eu estava com a cabeça esse tempo topo que não te vi assim?”. Preciso explicar? Paixões literárias, em que eu me apaixonei pelo que ela escrevia e por suas idéias, que me fizeram calar e ouvir... essas então, são foda, pois mexem com as duas cabeças. Paixões do tipo “Quero te por no colo A-GO-RA!” em que ela despertou meus instintos de pai... ah, pai não, senão vou ter que admitir meus instintos incestuosos... digamos... mantenedor. Nesses casos ela geralmente tinha um olhar pidão, de quem precisava de cuidados....
É bom estar apaixonado. Oxigena o sangue. Aumenta a disposição. O problema é que de vez em quando a vontade de trabalhar vai pras picas. Ah, sim, e volta e meia me deixa com a boca suja... Não sei explicar essa porra. Mas também, se eu tentar explicar tudo, o prazo de validade acaba se reduzindo. Quero me manter apaixonado mais um pouco. Agora me dê licença, pois preciso dar mais uma olhada nas fotos dela.
Acho que somos incuráveis viciados do olhar alheio. Talvez seja ele quem nos remeta àquele primeiro olhar que nos indicou que existimos... ah, nem preciso entrar em psicanálise aqui. Você me entendeu bem. A menos que nunca tenha se apaixonado, o que acho improvável.
Ridículo? Faça-me o favor. Pra início de conversa, aqui em casa só entra um arquivo MP3 da Bethânia se um hacker mandar pra minha máquina. CD então, só se alguém esquecer em algum canto. Acho que não há nada ridículo com relação à paixão. Ridícula é a maneira com que às vezes elaboramos as paixões não correspondidas. Foda-se também. Deixe que o Blunt cante e conte esses casos.
Estar apaixonado envolve sonhar com ela e acordar pensando nela. Dá uma coceira, sei lá. É provável que a gente fique intrigado tentando descobrir como esse olhar nos prendeu. Obviamente é tudo muito egocêntrico. Acho que desejamos mesmo é conhecer um pouco mais de nós mesmos, tipo, entender o que ela viu na gente, de que parte de nós ela agora tem posse.
Estar perdidamente apaixonado é encontrar-se continuamente tentando encontrar. A si. O encontro do que pensamos que nos falta. Ah, a merda dessa falta eterna...
Já vivi paixões de naturezas distintas. Paixões por osmose, na qual ela se fez tão presente e mostrou-se tão apaixonada que resolvi me apaixonar.. não teve jeito. Paixões do tipo “Caralho, de onde você surgiu, criatura do céu?” em que meu olhar (ele mesmo, o danado!) esbarrou com o dela e boom! Paixão fulminante por uma criatura que nunca vi mais magra. Quase sempre essas começaram no metrô. Sabe por quê? Porque convenhamos, no metrô só dá pra fazer o seguinte: ou o cara finge que está dormindo ou dorme de verdade, ou finge que está lendo ou lê de verdade ou então olha para as pessoas. Aí ferrou. Mas, continuando. Paixões do tipo “Caralho, onde que eu estava com a cabeça esse tempo topo que não te vi assim?”. Preciso explicar? Paixões literárias, em que eu me apaixonei pelo que ela escrevia e por suas idéias, que me fizeram calar e ouvir... essas então, são foda, pois mexem com as duas cabeças. Paixões do tipo “Quero te por no colo A-GO-RA!” em que ela despertou meus instintos de pai... ah, pai não, senão vou ter que admitir meus instintos incestuosos... digamos... mantenedor. Nesses casos ela geralmente tinha um olhar pidão, de quem precisava de cuidados....
É bom estar apaixonado. Oxigena o sangue. Aumenta a disposição. O problema é que de vez em quando a vontade de trabalhar vai pras picas. Ah, sim, e volta e meia me deixa com a boca suja... Não sei explicar essa porra. Mas também, se eu tentar explicar tudo, o prazo de validade acaba se reduzindo. Quero me manter apaixonado mais um pouco. Agora me dê licença, pois preciso dar mais uma olhada nas fotos dela.
James: Blunt ou Blue?
Outro dia vi casais dançando coladinhos ao som de “Carry You Home” e fiquei sem entender nada. Para quem faz das canções do James Blunt trilha sonora de seus romances, sem compreender as letras, aí vai uma reflexão: no dia em que esse cara começar a tomar anti-depressivos, ele pára de produzir.
E, devo admitir, todas as músicas dele são extremamente melodiosas, gostosas de se ouvir. Gosto de todas e me odeio por isso hehehehehehe. É quando tento me ausentar das letras. É o único jeito de me odiar menos.
Cara, é um tal de se apaixonar por musas inalcançáveis, crianças morrendo, afff.... Faz muito tempo que eu não choro, mas outro dia meus olhos chegaram a umedecer quando ouvi “If she had wings she would fly away”... Putz... É de cortar os pulsos, ou os punhos, como me corrigiria o Roberto, professor de educação física e, pelo visto, especialista em anatomia. Mas essa é outra história para um outro post.
E, devo admitir, todas as músicas dele são extremamente melodiosas, gostosas de se ouvir. Gosto de todas e me odeio por isso hehehehehehe. É quando tento me ausentar das letras. É o único jeito de me odiar menos.
Cara, é um tal de se apaixonar por musas inalcançáveis, crianças morrendo, afff.... Faz muito tempo que eu não choro, mas outro dia meus olhos chegaram a umedecer quando ouvi “If she had wings she would fly away”... Putz... É de cortar os pulsos, ou os punhos, como me corrigiria o Roberto, professor de educação física e, pelo visto, especialista em anatomia. Mas essa é outra história para um outro post.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Paixão é Foda
I can't sleep in silence
can't be pitch black in my room
I need some lights on, some distraction
so I won't move
And in the middle of the night when I have
drifted off in sleep
I see a thousand cherry tulips lined up
along my street
I want the sea
I want the whole sea
(and endless cherries)
for you and me
(for crimson colors)
for you and me
(all just for you and me)
can't be pitch black in my room
I need some lights on, some distraction
so I won't move
And in the middle of the night when I have
drifted off in sleep
I see a thousand cherry tulips lined up
along my street
I want the sea
I want the whole sea
(and endless cherries)
for you and me
(for crimson colors)
for you and me
(all just for you and me)
segunda-feira, 2 de março de 2009
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